No auge de sua carreira, pouco antes de projetar Brasília, Oscar Niemeyer concebeu em Belo Horizonte um experimento urbano. Tombado pelo município, o edifício JK reflete promessas e fraturas do país que o viu nascer – e agora inicia um novo capítulo.
A Encontro falou com o novo síndico do prédio, que recorre a uma decisão judicial referente ao período em que atuou como gerente na gestão de Maria Lima das Graças – mulher que comandou o condomínio por mais de 40 anos e se afastou no ano passado por motivos de saúde.
O JK, imerso em polêmicas desde o projeto, volta a ocupar o centro das atenções com a iminente estreia do podcast do jornalista Chico Felitti, que se passa nos corredores do edifício.
Em 1952, a pedido do então governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek, o arquiteto Oscar Niemeyer desenhou para Belo Horizonte um conjunto que parecia maior do que a cidade comportava. O cálculo estrutural coube ao engenheiro Joaquim Cardozo, parceiro frequente de Niemeyer, responsável por transformar em concreto as ousadias formais do arquiteto. O que se anunciava ali, na borda da Praça Raul Soares, era, entre concreto e vidro, a alegoria de um Brasil que se pretendia moderno e grandioso. Um projeto que parecia grande demais para uma jovem capital, que não sofria pressão demográfica nem escassez de terra – o que contribuiu para que a proposta de erguer torres capazes de abrigar milhares de pessoas soasse excessiva, atraindo críticas da imprensa, estranhamento da população e questionamentos de políticos. O Conjunto Governador Kubitschek nascia, portanto, sob o signo da promessa e da controvérsia.
O projeto previa não apenas apartamentos, mas também estúdios para locação por temporada – nos anos 1950, o empreendimento já vislumbrava um tipo de serviço popularizado hoje por plataformas como Airbnb. Havia também a previsão de cinema, teatro, museu, restaurante e esplanadas públicas abertas e integradas à cidade. “O Juscelino Kubitschek sempre foi muito moderno, pensava à frente de seu tempo. O que ele pensa para o prédio – assim como agiu na Pampulha – dizia sobre o futuro”, afirma o arquiteto e urbanista Flávio Carsalade, professor da Escola de Arquitetura da UFMG.
“O que se estava criando ali era quase um bairro vertical, com comércio e outras facilidades. E Belo Horizonte não tinha densidade populacional nem falta de espaço para que se criasse uma solução como aquela – é curioso falar solução, porque não havia um problema a ser solucionado”, diz Carsalade, lembrando o estranhamento que o anúncio causou. “Quem seria o morador típico? A quem se destinaria aquilo? São questionamentos que vieram junto da desconfiança do mineiro.” A obra avançava como experimento de vanguarda num contexto que ainda não parecia demandá-la. O próprio destino do país contribuiria para esse descompasso. Se o JK simbolizava a ideia de Brasil como promessa – a crença no “país do futuro” –, sua construção arrastada e cheia de impasses antecipava, de algum modo, o refluxo que se instalaria na década seguinte com a ditadura militar.
A obra, iniciada nos anos 1950, só começou a ser ocupada em meados dos anos 1970, quando ainda estava em construção. Nunca houve inauguração oficial. O conjunto ficou inacabado por mais de 20 anos, tornando-se ruína no coração da cidade. Grande parte do programa original não se concretizou: o museu de arte moderna, o teatro, o cinema, o restaurante aberto ao público e as esplanadas concebidas como praças suspensas ficaram no papel ou foram convertidos a outros usos. A promessa de cidade integrada à vida cultural transformou-se, ao longo do tempo, em narrativa de abandono, estigma e resistência.

Esse percurso ajuda a explicar por que o JK continua a fascinar e a dividir opiniões. Nos últimos anos, as duas torres voltaram a atrair holofotes. Em 2022, por uma decisão aguardada: o tombamento definitivo do conjunto pelo patrimônio municipal, com proteção às fachadas, volumes e áreas comuns, consolidando o reconhecimento de sua importância histórica e arquitetônica. Três anos depois, voltou a ocupar destaque no noticiário com a tumultuada troca de gestão após mais de 40 anos sob a mesma síndica, Maria Lima das Graças, afastada por motivos de saúde. Agora, o prédio volta ao centro das atenções com a condenação do atual síndico, Manoel Freitas – referente ao período da gestão anterior, quando ele era gerente do condomínio – e a iminente estreia de um podcast dedicado a decifrar sua história recente, projeto que saiu para atender pedidos de ouvintes.
“Meu primeiro contato com essa história foi pela cobertura do noticiário. Cada vez que saía uma nota sobre o JK, como a moradora que pagou o condomínio com moedas ou a proibição dos cachorros de pisar no chão, eu ficava mais fascinado”, conta o jornalista e podcaster Chico Felitti. “Até que, há dois anos, entrei em contato com um grupo de moradores disposto a falar sobre suspeitas que recaíam sobre a administração do prédio. A investigação começou em meados de 2024.” Quando falou com a Encontro, o podcast ainda não tinha título definido, mas já tinha previsão de estreia: “Vai ao ar no fim de março ou começo de abril. Mas só fecha no dia anterior. Porque histórias reais como essa podem sofrer reviravoltas a qualquer momento.”
Para o projeto, Felitti contabiliza mais de 100 entrevistas e um levantamento de dados inéditos. “O que não falta é história interessante. Temos de teoria da conspiração a gente fingindo que é um casal para poder morar no JK sem ser importunado (devido às regras do condomínio, que restringem repúblicas universitárias).”
Para além do enredo novelesco, o podcaster vê no edifício uma dimensão urbana incontornável. “O JK é gigante não só no tamanho, mas na relevância. Está ali, junto com o Chopin e o Copan, como um cartão-postal do imaginário do brasileiro.” A menção ao Copan não é gratuita: o conjunto belo-horizontino dialoga com experiências internacionais de habitação de grande escala e com a trajetória de Niemeyer e Juscelino, cuja carreira política é indissociável do uso estratégico da arquitetura como “efeito demonstração”.
Um bom pedaço de história
Quem ajuda a situar o JK nesse arco histórico é o arquiteto Pedro Morais, doutor em habitação de grande escala e morador do conjunto entre 2004 e 2019. “Do ponto de vista histórico, ele se situa num contexto internacional de proposições modernas de modos de morar e de tentativas de resolver a moradia operária no contexto da cidade. O modelo do Conjunto JK deriva quase diretamente das propostas de Le Corbusier para as unidades de habitação na França no pós-guerra.”

Morais lembra que, naquele momento, tipologia habitacional e proposta urbanística eram inseparáveis. Concentrar moradias em grandes torres significava liberar o solo para áreas verdes, lazer e circulação. Ao mesmo tempo, o JK já superava em parte a setorização rígida de usos da Ville Radieuse ao incorporar comércio e serviços na base e nas galerias. “No próprio JK, no Copan e em outros, já se incorpora a ideia de uso misto.” Essa mistura, no entanto, não impediu que a tipologia fosse demonizada. “Na medida em que, a partir dos anos 1960, se identificam e se criticam os problemas do urbanismo moderno, essa tipologia foi banida por muitos anos. Daí vem parte do estigma que persegue esses grandes edifícios, e o JK não é exceção.”
As soluções arquitetônicas são modernas: pilotis, plantas livres, estrutura independente das paredes internas. “Dentro de um apartamento você consegue demolir todas as paredes e ter uma planta livre e integrada.” Mas houve inflexões. Ao adotar panos de vidro mais próximos do modelo norte-americano, o edifício incorporou desafios climáticos. “Quem mora no JK sabe: as fachadas com maior insolação, principalmente a norte, sofrem com excesso de calor em algumas épocas do ano.” Nos croquis iniciais, havia intenção de criar varandas de proteção solar que não se concretizaram.
Se no plano formal o prédio sintetiza debates internacionais, no plano social viveu uma trajetória imprevista. Lançado com aura de modernidade e glamour, demorou mais de 20 anos para ser concluído. “Acabou concretizando, meio sem querer, um complexo gigante de habitação popular, porque se tornou ‘popular’ pela desvalorização financeira que sofreu nessas duas décadas.” A ideia de “cidade dentro da cidade” – com museu de arte moderna, teatro, cinema, quadras e equipamentos coletivos – foi esvaziada ou redirecionada. “No lugar do museu se colocou uma Secretaria de Segurança Pública, visando o controle social de uma população tão grande e concentrada.” O Terminal Turístico, criado nos anos 1980 em articulação com o então nascente Aeroporto de Confins, perdeu o sentido original e se reconfigurou como apoio ao polo de moda do Barro Preto — hoje funciona como uma espécie de rodoviária informal, atendendo empresas de fretamento como a Buser.
O estudioso avalia que o tombamento, em 2022, reconheceu essa complexidade. “Os elementos arquitetônicos são muito característicos da arquitetura moderna. Em Belo Horizonte, ele tem a importância de ser um marco urbano marcante”, diz, acrescentando que a autoria de Niemeyer e a inserção do conjunto na trilogia política de Juscelino – Pampulha como prefeito, JK como governador, Brasília como presidente – reforçam a dimensão simbólica. “Sem o Conjunto JK se teria um elo perdido nessa trilogia.”
Mas Morais insiste: patrimônio não é “bicho empalhado”. “É um patrimônio vivo. É preciso equilibrar as necessidades contemporâneas com a preservação.” Isso passa por adequações às normas do Corpo de Bombeiros, atualização de instalações e, principalmente, por educação patrimonial. “Cartilhas, sinalização, quadros e painéis que expliquem sua importância e despertem consciência.” Para ele, a requalificação também envolve reocupar áreas subutilizadas, especialmente na base comercial e na chamada Praça Suspensa. “O JK está num ponto estratégico. Tem potencial para abrigar equipamentos públicos e culturais relevantes”, frisa, indicando que o espaço originalmente destinado ao museu, sob uso da Polícia Civil e atualmente abandonado, poderia ser negociado e ganhar a destinação original; o teatro, ocupado pela Igreja Universal, exigiria outra articulação. “É uma questão de tempo e um processo a ser construído coletivamente.”
Mirando o horizonte
Essa perspectiva de aproximar o conjunto da cidade por meio de equipamentos culturais e espaços de convivência dialoga com um momento urbano mais amplo, observável em iniciativas que tomam a região central.
Desde 2021, o Circuito Urbano de Arte (CURA) realiza intervenções em fachadas de prédios na região da Praça Raul Soares – fazendo do lugar um mirante de arte de grande escala. O JK, que integra essa paisagem, não passa despercebido por Priscila Amoni, curadora do projeto. “Ele é um ícone da arquitetura moderna brasileira e já nasceu com essa vocação de conversar com a cidade, de ser atravessado pela vida urbana e não ficar isolado.”
“Para o CURA, que trabalha ativando o espaço público de forma simbólica e afetiva, o JK sempre foi um sonho. Desde que começamos a atuar na região, a gente imagina esse edifício mais próximo da nossa programação, porque ele traduz essa ideia de cidade viva, misturada, onde moradia, cultura e circulação se encontram. Integrar o JK ao CURA é reforçar essa visão de cidade como espaço de convivência, arte e encontro”, completa. Ela atualmente dialoga com a nova administração do prédio para concretizar essa integração. Esta não é a primeira tentativa. Embora tenha aberto negociações para uma intervenção na última edição, em 2025, a iniciativa foi barrada por Maria Lima das Graças, então síndica, que mantinha uma gestão centralizadora e fechada ao diálogo.

Essa sonhada integração não precisa ser apenas pontual, circunscrita ao período de realização do festival. Ao contrário: pode ser perene, seguindo o caminho das novas ocupações do entorno. Casos como o da Galeria São Vicente e de bares e restaurantes que chegam à região, em parte favorecidas pela visibilidade do CURA, reacendem a discussão sobre a utilização das alas públicas do conjunto, como o Terminal Turístico e as esplanadas – por décadas vistas como áreas “abandonadas” ou subutilizadas –, e sobre como reinseri-las de modo mais ativo na vida cotidiana de Belo Horizonte. É justamente o que defende o coletivo Viva JK, formado em 2019 por moradores e admiradores do prédio com o propósito de “conectar as pessoas ao edifício para, juntos, construirmos um patrimônio vivo, harmônico e plural”.
Integrante do Viva JK, que se notabilizou pelas projeções realizadas durante a pandemia da Covid-19, além de ter forte presença online, embora esteja quase inativo atualmente, a arquiteta e urbanista Nara Freire destaca duas áreas com potencial de transformação. Uma delas é o MU.JK, espaço que o coletivo quer transformar em um mirante-museu. “Localizado na esplanada sobre a entrada do Bloco A (Rua Timbiras), o espaço está desocupado há anos. Vislumbramos ali a retomada de sua função original, aproveitando também a marquise e o mirante com vista para a área privada do edifício e a Praça Raul Soares, além de toda a esplanada que já está sendo ocupada ocasionalmente pela Feira da Economia Soldaria – PBH”, descreve. A outra área em vista é justamente a comercial, na rua Guajajaras. “O espaço já funciona como embarque e desembarque. Sonhamos em oficializar esse terminal, atraindo parcerias para regulamentar o uso e criar conexões culturais e turísticas para cidades históricas – como Ouro Preto, Tiradentes, Sabará, Diamantina, dentre outros –, Inhotim e aeroporto de Confins”, situa.
“Revitalizar essas áreas significa entregar à Belo Horizonte novos polos culturais e turísticos, fomentando a economia local. Lutar para que o JK cumpra sua vocação original é devolver ao belo-horizontino o senso de comunidade idealizado por seu criador”, arremata a arquieta.
Passado assombra nova gestão
É nesse contexto – entre expectativa e turbulências – que Manoel Freitas assume a sindicância do condomínio, após mais de 40 anos sob Maria Lima das Graças.
Nesta entrevista à Encontro, a primeira concedida pelo gestor após assumir o cargo, ele ressalta como sua história pessoal se confunde com a do prédio. “Não caí de paraquedas no Condomínio JK. Entrei para trabalhar em 4 de outubro de 1988, na função de serviços gerais de faxina e, enquanto trabalhava, fazia cursos profissionalizantes dentro das necessidades do condomínio.”
No conjunto, passou por várias funções, estudou direito e foi aprovado na OAB em 2015. Com o afastamento da antiga síndica, assumiu interinamente e depois foi eleito. “Com mais de 30 anos trabalhando no condomínio, me sinto à vontade e com capacidade para o desafio de administrar a cidade do JK.” A metáfora não é exagerada: o último censo estimou quase 1.000 moradores, mas, segundo a administração, considerando a circulação de visitantes, o número de pessoas circulando chega a 5.000. “Qualquer intervenção que para outros condomínios seria ínfima toma uma dimensão monumental.”
Cinco meses após ser eleito síndico em assembleia tumultuada, Manoel foi condenado a três anos, um mês e nove dias de detenção por deterioração de bem protegido e omissão no dever de preservação do patrimônio. A decisão é do juiz Joaquim Morais Júnior, da 1ª Vara Criminal de Belo Horizonte, que entendeu que, ao longo dos 15 anos em que atuou como gerente do condomínio – portanto antes de ser síndico – , o gestor deixou de adotar medidas necessárias para a conservação do conjunto, tombado pelo município, e da sede do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), instalada em uma das torres.

Na sentença, o magistrado apontou como agravante infiltrações e problemas estruturais que expuseram funcionários e frequentadores do IHGMG a riscos à saúde (mofo e umidade persistente) e colocaram em perigo o acervo histórico. Apesar da condenação, a pena de prisão foi fixada em regime aberto e substituída por duas penas restritivas de direitos: prestação de serviços à comunidade e pagamento de prestação pecuniária. O síndico recorre da decisão em liberdade, já que cabe recurso ao Tribunal de Justiça. A sentença não determinou afastamento automático do cargo – medida pedida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que ingressou com a ação em 2024 sob acusação de crimes contra o patrimônio cultural, diante do quadro de degradação.
O Condomínio JK, como pessoa jurídica, também foi condenado a multa de R$ 300 mil, a ser destinada a entidade ambiental indicada pela Justiça. Manoel Gonçalves afirmou considerar a decisão “equivocada” e disse que recorrerá. O processo envolvendo a ex-síndica – também ré – foi desmembrado e tramitava separadamente por questões de saúde. Após o óbito, a tramitação deve ser encerrada.
Em resposta à reportagem, a defesa de Manoel reiterou que respeita a decisão, mas não concorda com as teses e conclusões. “Vamos recorrer às instâncias superiores, mantendo a confiança na justiça.”
Olhando para frente
Enquanto recorre, Manoel detalha ações que empreendeu desde que assumiu. Entre as primeiras medidas, cita a modernização dos elevadores, demanda antiga; projeto de paisagismo no hall do bloco A; impermeabilização da laje do bloco B; informatização da comunicação com os moradores e desburocratização das decisões. “Um projeto de reforma, que levava até seis meses para ser liberado, hoje não passa de uma semana.” A gestão, diz, busca transparência sem onerar os condôminos e maior abertura ao diálogo. “Meu objetivo é que o conjunto alcance o prestígio que merece. Isso passa pela alma do prédio, que são os moradores.”
O síndico se diz obstinado a vencer as desconfianças de críticos da antiga gestão, que o veem como “preposto” da antiga síndica – a quem Freitas evita criticar publicamente, mas de quem busca afastar sua imagem com decisões que parecem ir na contramão das tomadas por Maria Lima, inclusive no trato com a imprensa. Essa mudança, avalia Pedro Morais, já produz efeitos internos: “Parece ter assumido com mentalidade mais arejada, maior boa vontade para dialogar e ouvir os moradores. Já há um clima bem melhor.”
Entre os projetos em andamento, Freitas destaca a obtenção do AVCB junto ao Corpo de Bombeiros, “um marco histórico para o JK”, e a continuidade da modernização dos elevadores. Há ainda a impermeabilização das lajes do bloco A – 20 mil metros quadrados – e a recriação das quadras na esplanada. O tombamento, diz ele, acrescenta complexidade. “É necessário um alinhamento fino com os órgãos de proteção da Prefeitura. Buscamos formar uma frente conjunta para preservar e resgatar o prestígio do JK.”
Sobre o peso simbólico do cargo, o administrador não se faz de rogado. “Vejo o JK como uma das construções mais importantes do Estado e do Brasil, que merece ser tratada à altura”, afirma, indicando como horizonte a construção de “um JK vivo, bonito e para todos”. “Um local seguro e agradável para morar e visitar.” Enquanto isso, o JK continua a provocar fascínio, como atesta Chico Felitti: “Os ouvintes do podcast vão encontrar ação, reviravoltas, acontecimentos inacreditáveis – que checamos e são reais – e um clima de pequena revolução dentro de um grande prédio.” Revolução talvez seja palavra forte, mas não descabida para um edifício que, desde o traço inicial, nunca foi apenas concreto e vidro.
- Uma versão desta reportagem foi publicada originalmente pela Revista Encontro.